O CRIATIVO SEM CRIATIVIDADE

Queria falar sobre criatividade, mas não vou. Não achei criativo um cara da criação falando sobre criatividade. Ainda mais que essa é uma característica diferenciadora no nosso mercado. De um jeito ou de outro, eu acabaria tentando convencer você de que nossos japoneses são melhores que os outros. Mas quero falar sobre o criativo, e vou.

E como descrever esse cara sem falar da sua principal característica, a criatividade? Tire isso. Sobra alguma coisa? Na verdade sobra muita. Mais especificamente sobram os diversos papéis desempenhados por esse profissional no processo entre o briefing e a boa ideia. E realmente acredito que é só a partir dessa atuação que simples ideias se tornam boas.

Quero falar sobre o criativo de negócios, que tem consciência da sua influência nos resultados da empresa, que se compromete com o modelo estratégico e cria argumentos para atingir objetivos específicos.

Sobre o criativo marketeiro, que estuda afundo o que está vendendo, conhece os diferenciais e sabe como valorizar produtos e marcas. E não faz isso por meio de uma planilha. Experimenta. Vive na prática. Afinal, também é um criativo consumidor.

Quero falar sobre o criativo sociólogo, que dá ao target personalidade, que vai além dos 30% de mulheres e homens acima de 25 anos da classe média. Descobre quem são essas pessoas, qual sua rotina e o que faz diferença no seu dia-a-dia.

Ou o criativo empático, que pra se relacionar da forma mais sincera possível veste os sapatos, os chinelos, as botas e sandálias desse consumidor. Preocupa-se em viver sua rotina para criar um diálogo próximo, genuíno, verdadeiro.

E ainda o criativo estatístico, que testa as inúmeras mensagens e formatos possíveis a fim de identificar qual a melhor abordagem capaz de converter essa história toda em vendas.

Criativo estratégico, vendedor, inovador, apresentador, curioso, engajado. Não importa com qual eu me identifique, mas qual me motiva ou me desafia. Hoje, criativos não podem ser apenas “criativos”.

Tá, mas e a criatividade? Não é importante? Demais. É o que permite juntar todos esses papéis, é o que dá valor ao nosso produto, é o que converte a boa ideia em resultado, é o que fica gravado na memória.

Queria falar mais sobre esse assunto. Queria falar sobre criatividade. Mas não vou. Até porque já falei bastante sobre o criativo.

Fui!

Destaques

  • Criativo de negócios: tem consciência da sua influência nos resultados da empresa, se compromete com o modelo estratégico e cria argumentos para atingir objetivos específicos.
  • Criativo marqueteiro: estuda afundo o que está vendendo, conhece os diferenciais e sabe como valorizar produtos e marcas. E não faz isso por meio de uma planilha. Experimenta. Vive na prática. Afinal, também é um criativo consumidor.
  • Criativo sociólogo: dá personalidade ao target, vai além dos 30% de mulheres e homens acima de 25 anos da classe média. Descobre quem são essas pessoas, qual sua rotina e o que faz diferença no seu dia-a-dia.
  • Criativo empático: veste os sapatos, os chinelos, as botas e sandálias do consumidor para se relacionar da forma mais sincera possível. Preocupa-se em viver sua rotina para criar um diálogo próximo, genuíno, verdadeiro.
  • Criativo estatístico: testa as inúmeras mensagens e formatos possíveis a fim de identificar qual a melhor abordagem capaz de converter essa história toda em vendas.